Cena: Casa de Dona Lia – Sala de Jantar, Noite
A mesa está posta com fartura, refletindo as recentes conquistas da família. Todos estão sentados ao redor, desfrutando do banquete preparado por Dona Lia, que, como sempre, ocupa a cabeceira. Matuzael, o pai de Wilson, mantém uma postura calma, enquanto Eliane, a mãe, tenta mediar o clima. Wilson, apenas 15 anos, exibe um ar arrogante. Paulo e Ohana estão mais observadores.
Eliane (com um sorriso):
"Eu queria começar dizendo o quanto estou feliz com tudo que a gente alcançou nos últimos meses. Foi um caminho difícil, mas ver nossa situação melhorar é algo que devemos comemorar."
Matuzael (com uma expressão serena):
"É verdade, Eliane. Mas, sabe, pra mim, não há nada mais importante do que as conquistas pequenas. São elas que nos fazem crescer e nos moldam todos os dias."
Wilson, que até então estava apenas ouvindo, se ajeita na cadeira com um sorriso sarcástico.
Wilson (em tom desafiador):
"Pequenas conquistas, pai? Desculpa, mas as grandes são o que realmente importam. E, sinceramente, elas validam muito mais. Cada uma tem seu valor, mas vamos combinar, as grandes são as que ficam."
(pausa, olhando para todos com ar de superioridade)
"E, por falar nisso, mesmo com meus 15 anos, quem controla o dinheiro dessa família sou eu. E vou deixar claro: vou morrer no comando."
O comentário cria um silêncio desconfortável. Matuzael lança um olhar firme para o filho, mas antes que possa dizer algo, Paulo intervém.
Paulo (repreendendo):
"Wilson, não é hora pra esse tipo de conversa. Estamos aqui pra jantar, não pra ouvir suas declarações de poder."
Wilson (com desdém, encarando o tio):
"E você, tio, quem te chamou pra opinar? Talvez devesse voltar pra capital e cuidar da família que você abandonou. Ou será que tem coragem de falar alguma coisa aqui, onde todo mundo sabe quem você é?"
Paulo se levanta abruptamente, batendo as mãos na mesa. Sua voz sai firme e cheia de raiva.
Paulo:
"Olha aqui, moleque! Você pode controlar o dinheiro, mas isso não te dá o direito de desrespeitar a sua família. Você fala como se fosse um rei, mas não passa de um garoto arrogante!"
Wilson, ainda sentado, sorri com cinismo, cruzando os braços.
Wilson (em tom provocador):
"Pelo menos eu mando em algo. Aos 15 anos, já sou alguém. Você, por outro lado, é um peso morto. Você e sua esposa só estão comendo aqui porque eu deixo."
Eliane, já aflita, tenta intervir com voz trêmula.
Eliane:
"Por favor, parem com isso! Isso não é momento pra essas discussões. Wilson, respeite a sua família!"
Wilson se vira bruscamente para a mãe, o olhar carregado de fúria.
Wilson (gritando):
"Eu já disse que ninguém vai se opor a mim, mãe! Eu mando nessa família, e quem não gostar pode ir embora. E, se alguém tentar, eu tiro o dinheiro de todos vocês!"
Matuzael se levanta lentamente, mas com firmeza. O silêncio se instala enquanto todos olham para ele. Sua voz é grave e controlada, mas há um tom de decepção.
Matuzael:
"Wilson, o que você está dizendo? Isso não é poder, é arrogância. Ser o responsável pelo dinheiro da família não te torna melhor que ninguém. Você precisa aprender a ser humilde."
Wilson, visivelmente irritado, aperta os punhos, mas não responde. Eliane, incapaz de conter suas emoções, se levanta rapidamente, chorando.
Eliane (soluçando):
"Eu... eu não posso acreditar que chegamos a esse ponto."
Ela sai correndo da sala, deixando todos em choque. Dona Lia, que permaneceu quieta durante todo o confronto, observa tudo com um olhar pesado e calculado, como se estivesse decidindo seu próximo movimento. O silêncio toma conta, e ninguém mais toca na comida.
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